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Como Penso

publicado em 24-11-2006

Medicina Tradicional Chinesa

foto02Fiz o curso básico durante o ano de 1980 quando era muito difícil ser estrangeiro na China. A revolução cultural tinha terminado havia pouco tempo e os chineses pareciam ressabiados com os ocidentais, mas consegui fazer o curso básico de acupuntura em inglês e trabalhar para me manter naquele país.

Em 1986, voltei a China para fazer o curso avançado de acupuntura em Shanghai, também em Inglês, com uma bolsa de estudos do CNPq. Foi quando percebi o quão limitado era fazer os cursos em inglês.

foto19Entendi que o tradutor local simplificava muito as falas dos professores, o que não me satisfazia. Retornei ao Brasil, então determinada a aprofundar o estudo do chinês para poder dialogar diretamente com os professores, médicos e pacientes e aprender o que queria.

Voltei à universidade, agora já na USP no Departamento de Línguas Orientais, e por conta de muita persistência, fui aos poucos me familiarizando e dominando a nova língua - o chinês - .

foto07Na época causava muito estranhamento, até mesmo entre os meus próprios amigos dessa comunidade, o fato de uma ocidental, ainda mais com o meu biotipo loira, querer se embrenhar pelo estudo do chinês, visto ser conhecido o grande grau de dificuldade dessa língua. Também com os meus amigos em geral, esse meu interesse causou um grande espanto, visto que a China naquela época era praticamente desconhecida e extremamente fechada a contatos com o mundo ocidental.

foto10Em 1991 já me senti preparada para estudar e viver na China com o meu chinês e obtive uma bolsa de estudos da Capes para a tão sonhada pós-graduação em Medicina Tradicional Chinesa. Fiquei dois anos em Beijing de 1991 a 1993, freqüentando a Universidade de Medicina Tradicional Chinesa de Beijing, uma escola que é considerada a melhor do país nessa área.

foto03O curso incluía fitoterapia, acupuntura, massagem e artes marciais. Quando voltei ao Brasil a medicina tradicional chinesa já não era mais uma incógnita para mim, mas ainda não me sentia satisfeita com os recursos que dominava para tratar meus pacientes. Como já dominava a língua chinesa, busquei a profundidade teórica, de que tanto me ressentia, em farta literatura que garimpei durante minha estada naquele país, mergulhando em intenso estudo nos livros clássicos e modernos de medicina em língua chinesa.

Estudei a fundo, palavra por palavra de vários desses compêndios, e até o livro mais básico usado na faculdade de Medicina Tradicional Chinesa. Esse em especial se tornou um projeto prioritário para mim e repleto de muito significado. Sentia necessidade de compartilhar o que havia aprendido com tanto esforço pessoal e do qual tão pouco conhecíamos no Brasil.foto12pq

Concluí a tradução do livro “Teoria Básica da Medicina Tradicional Chinesa publicado pela Editora Atheneu, em 2001. Por conta desse trabalho, recebi o prêmio de menção honrosa de tradução do Chinês para o Português conferidos pela Câmara Brasileira do Livro e pela Associação Latino Americana de Tradução Científica.

Medicina Ortomolecular

Nos anos 90, apesar de possuir o domínio dos conceitos da medicina tradicional chinesa sentia ainda necessidade do saber mais, do descobrir mais para melhor poder atender às necessidades de meus pacientes em minha clínica. Fui então estudar a Medicina Ortomolecular, em evidência nessa época.

Comecei a freqüentar congressos, cursos e, à exemplo do que já tinha vivido quando me interessei pela acupuntura, indo ao berço dos ensinamentos - a China- , resolvi fazer uma nova imersão nos estudos para conhecer a teoria e prática dos mestres nesse assunto. Depois de ir a um congresso na Holanda de medicina nutricional e terapia de reposição com hormônios naturais e fazer também lá um curso com o renomado clínico norte-americano John Lee, adepto do uso da progesterona natural, descobri novos enfoques que podiam complementar a minha formação. Fui então estudar nutrição em Seattle, nos EUA, com especialistas nessa área. Fiz dois cursos nos EUA e, em seguida, viajei para a Bélgica, onde estudei reposição com hormônios naturais e acompanhei a prática de consultório do famoso Dr. Thierry Hertoghe, no uso de hormônios naturais. Voltei aos EUA depois disso para trabalhar e continuar a estudar essa nova abordagem terapêutica. Freqüentei congressos e conheci vários médicos que utilizavam terapias não convencionais.

Voltei ao Brasil no final dos anos 90 em condições de aplicar a minha prática clínica uma visão digamos holística do corpo humano, que contempla suas funções e metabolismo de forma integradora. Essa é abordagem que adoto nas consultas de meus pacientes.

Abordagem Holística

Não me defino como acupunturista típica porque não recorro só à acupuntura como única solução terapêutica. Cada caso é um caso, e uma conjunção de fatores é que vai determinar a escolha da abordagem mais adequada.

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