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A tentativa de substituir o alimento por uma versão menos calórica pode ser ineficaz

publicado em 14-05-2008

Um estudo feito por uma equipe de pesquisadores brasileiros Ivan de Araújo e Miguel Nicolelis (professor titular do Departamento de Neurobiologia da Universidade de Duke) com animais modificados geneticamente que perderam a capacidade de sentir o sabor doce e ao serem submetidos a diferentes tipos de alimentos, os animais deram preferência ao alimento mais calóricos.

O achado sugere que os nutrientes ricos em calorias podem influenciar diretamente o circuito de recompensa cerebral que controla a ingestão de comida independentemente do paladar chegou à conclusão de que a vontade de comer pode não estar relacionada somente com o sabor da comida, mas, também, com a quantidade de calorias que os alimentos têm.

Mesmo na ausência de qualquer estímulo gustativo, o cérebro é capaz de sentir as calorias da comida.

O sistema de recompensa do cérebro é feito de neurônios que quando estimulados liberam substâncias químicas que dão uma sensação de bem estar ao corpo.

A descoberta que a recompensa não é o sabor, e sim a caloria não surpreende o fato de que o cérebro priorize em longo prazo o aspecto nutritivo e não o consumo de menos caloria.

Por isso,

A tentativa de substituir o alimento por uma versão menos calórica pode ser ineficaz.


Neuron, Volume 58, Issue 2, 24 April 2008, Page 295. Food Reward in the Absence of Taste Receptor Signaling

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